terça-feira, 16 de junho de 2009

"...O primeiro amor se foi
O segundo amor se foi
O terceiro amor se foi
Mas o coração ficou..."

Carlos Drummond

sexta-feira, 3 de abril de 2009

Engasgado

Minhas primeiras linhas nesse meu primeiro post, quero dedicar a algo que me aflige há tempo. Incertezas que trago engasgadas não na garganta, mas no meu peito. Socar duas ou três pessoas e dizer alguns "porras" pra outras já serviria, mas atitudes como essas não são esperadas de mim. Aliás, deve ser uma das poucas coisas que não esperam de mim. Tentar fazer a coisa certa por quase toda a sua vida e ser racional a maior parte do tempo, lhe impõe responsabilidades que você nunca se prestou a assumir. Responsabilidade de fazer alguém feliz sem estar feliz, por exemplo. E nesse momento de minha vida sinto-me sozinho. Sozinho de amor. E ao contrário do que pode parecer, não me encaixo nos padrões românticos que idealizam sua amada, apenas a olhando de longe. Eu tenho o meu amor. Ao menos achava que tinha. Me sinto sozinho, porque nunca mais tive aquela sensação de que tem alguém pensando em mim, nunca mais senti calor nos abraços dela, a paixão que ela irradiava dos olhos nem o desejo na forma que me beijava. Em outras palavras me sinto amando sozinho. A todos, menos a mim. Com um pouco mais de amor-próprio aceitaria muito menos coisas, e acho até que seria um pouco mais feliz. E por que não acabar com essas incertezas? Porque na minha caixa também tem o medo. Medo de mim mesmo. Medo de tomar a atitude errada, dizer as coisas certas no momento errado. Assim como as já citadas incertezas e o medo, no fundo de minha caixa existe a esperança. E é com ela que vivo, esperando que ela um dia possa me trazer a paz, felicidade e amor para colocar em minha caixa no lugar das minhas agonias.